domingo, 12 de junho de 2016

Deputados opositores são agredidos durante protesto na Venezuela

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FONTE DE INFORMAÇÃO .

G1 globo.co.





Agencia EFE
09/06/2016 14h37 - Atualizado em 09/06/2016 21h32

Deputados opositores são agredidos durante protesto na Venezuela

Deputados protestavam para exigir resposta do Poder Eleitoral.
Em outra manifestação, estudantes entraram em confronto com a polícia.

Do G1, em São Paulo
Julio Borges (à direita), chefe da bancada opositora do Parlamento, foi agredido nesta quinta-feira (Foto: Ariana Cubillos/AP)Julio Borges (à direita), chefe da bancada opositora do Parlamento, foi agredido nesta quinta-feira (9) (Foto: Ariana Cubillos/AP)
Vários deputados venezuelanos, entre eles Julio Borges, chefe da bancada opositora do Parlamento, foram agredidos nesta quinta-feira (9) em frente à sede do Poder Eleitoral quando protestavam para exigir uma resposta do organismo sobre o processo de referendo revogatório do mandato do presidente Nicolás Maduro.
O chefe da bancada que domina a Assembleia Nacional levou socos no rosto de parte de supostos partidários do chavismo quando liderava em frente à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) um protesto de parlamentares em favor do referendo para revogar o mandato de Maduro.

Venezuela vive há dias uma onda de protestos motivada pela crise política e econômica que afeta o país, frente à qual a MUD promove o referendo para tirar o presidente Maduro, eleito até 2019, do poder.

Os deputados foram ao CNE para exigir uma resposta formal sobre o processo de validação e verificação das assinaturas com as quais iniciaram há mais de um mês a solicitação do referendo revogatório.

A agressão a Borges causou um ferimento, segundo pôde constatar a Agência Efe no local.
Outros dos mais de 60 parlamentares que estavam em frente à sede eleitoral acompanhando Borges foram vítimas de ações similares sem que se saiba até o momento a magnitude das agressões.
A violência começou quando os deputados e seguidores da oposição tentaram ultrapassar a barricada da Polícia e da Guarda Nacional que fazia a segurança o CNE.
Os militares desalojaram à força os deputados que, após ficar no meio da rua, foram agredidos a socos e com objetos contundentes por supostos governistas que atacaram o grupo opositor.
"Vamos continuar pressionando até que essa verificação aconteça e tenhamos o direito que todos os venezuelanos têm de suas assinaturas validadas, a ter o voto, e a decidir", disse a jornalistas Borges pouco antes da agressão.

Confronto com estudantes
Em outra manifestação, estudantes universitários enfrentavam com pedras e bombas incendiárias membros das forças de segurança perto da Universidade Central da Venezuela (UCV), a principal do país, na zona leste da capital.
Estudantes universitários da UCV atiram pedras contra cerco policial durante manifestação nesta quinta-feira (9) em Caracas (Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP)Estudantes universitários da UCV atiram pedras contra cerco policial durante manifestação nesta quinta-feira (9) em Caracas (Foto: RONALDO SCHEMIDT / AFP)
Os confrontos tiveram início após uma mobilização de estudantes da UCV, que tentaram sem sucesso chegar à sede do Centro Nacional Eleitoral (CNE), no centro de Caracas.

Com os rostos cobertos, cerca de 40 alunos da Universidade também atiraram garrafas contra uma centena de policiais e militares da Guarda Nacional da porta do centro educacional, na zona leste da capital, constataram jornalistas da AFP.
Os militares, usando equipamentos antimotim, responderam com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d'água, sem que até o momento tenham sido reportados feridos ou detidos.
As forças de segurança estão proibidas de entrar nas instituições educacionais, em respeito à chamada "autonomia universitária".
Policiais e militares praticamente cercaram o local de onde a passeata sairia, sem que tenham sido registrados confrontos.
Policiais lançam balas de borracha e gás lacrimogêneo contra estudantes manifestantes da Universidade Central da Venezuela nesta quinta-feira (9) (Foto: FEDERICO PARRA / AFP)Policiais lançam balas de borracha e gás lacrimogêneo contra estudantes manifestantes da Universidade Central da Venezuela nesta quinta-feira (9) (Foto: FEDERICO PARRA / AFP)
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