A presidente
Dilma Rousseff disse que, se resistir ao processo de impeachment, irá propor a formação de um novo pacto nacional. Dilma conversou com jornalistas no início da tarde desta quarta-feira (13), no
Palácio do Planalto. Afirmou estar confiante de que terá votos o bastante para se manter no poder. Questionada quanto a se o novo pacto valerá em caso de derrota, Dilma disse que, se isso acontecer, ela será “carta fora do baralho”. As informações são dos jornais
O Estado de S. Paulo e
Folha de S. Paulo.>>Dilma chama áudio de Temer de "conspiração"Segundo a presidente, o novo pacto deverá incluir também a oposição,trabalhadores e empresários: “Não pode haver vencidos nem vencedores”, disse. A presidente não deixou claro se o pacto será proposto após a votação na Câmara ou no Senado. Dilma também disse que
vai lutar pelo seu mandato em todas as instâncias – e não fará como Collor, que renunciou após sua derrota na Câmara em 1992.
>>Temer pensou em renunciar, mas desistiu na hora
Ao comentar os
desembarques da base aliada, Dilma minimizou o impacto da
perda do PP: “Os partidos saem do governo, mas as pessoas ficam”, afirmou. A votação do impeachment na Câmara está marcada para domingo (17). Nessa reta final, Dilma comparou a movimentação dos partidos com uma guerra psicológica, em que ambos os lados inflam números para convencer indecisos.
>>'Jamais renunciarei', diz Dilma, pelo FacebookDurante a conversa, a presidente voltou
a atacar seu vice, Michel Temer, e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Na tarde de terça (12), ela já os havia chamado de líderes da conspiração. Segundo a petista, os dois mantêm uma “profunda sociedade” no âmbito político.
Caso perca na Câmara, Dilma não descartou a hipótese de recorrer ao judiciário para questionar a decisão. Se for apeada do poder, seu plano é voltar para o Rio Grande do Sul: “Tenho direito a aposentadoria”, afirmou ao Estadão.
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