terça-feira, 11 de julho de 2017

Procuradora-geral da Venezuela desafia Maduro e diz que se manterá no cargo após eventual destituição

ORDEM E PROGRESSO .

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15/05/2017 07:54 horas .

Fonte de informação

G1 globo.com

Procuradora-geral da Venezuela desafia Maduro e diz que se manterá no cargo após eventual destituição

Tribunal Supremo de Justiça anunciará se destitui Luisa Ortega até quarta-feira.

Por France Presse
 
A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega (Foto: Associated Press)A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega (Foto: Associated Press)
A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega (Foto: Associated Press)
A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, disse nesta terça-feira (11) a uma rádio argentina que se manterá no cargo "para defender a democracia" e que não reconhecerá a decisão do Tribunal Supremo de Justiça sobre sua eventual destituição como chavista crítica do presidente Nicolás Maduro.
"Vou me manter firme em meu cargo para defender a democracia", disse Ortega em uma entrevista à emissora argentina Radio Con Vos.
O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), acusado de seguir as ordens do governo, anunciará até quarta-feira a sua decisão, depois da audiência ocorrida há uma semana, na qual o governo acusou Ortega de mentir em afirmações contra os magistrados.
"Eu denunciei os magistrados que estão me processando porque eles não são legítimos. Não sei se vão me destituir ou não, aqui pode acontecer qualquer coisa", acrescentou Ortega.

Vice-procuradora

No mesmo dia da audiência contra Ortega, em 4 de julho, o TSJ juramentou Katherine Harington como vice-procuradora e eventual substituta de Ortega. Harington é conhecida como uma polêmica advogada chavista sancionada pelos Estados Unidos por supostas acusações de violações dos direitos humanos.
Para Ortega, advogada de 59 anos, a decisão da corte está "viciada". Ela não comparecerá à audiência por considerá-la um "circo" e seus magistrados, nomeados pela anterior parlamento chavista, "ilegítimos".
Ortega rompeu com o governo em meio a uma convulsão social e política pelos protestos opositores, que deixaram 93 mortos desde 1º de abril e que exigem a saída de Maduro.
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