terça-feira, 2 de maio de 2017

Base aliada prevê atraso na votação de reforma da Previdência

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Não para a Reforma da Previdência .
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O ditador Maduro quer dar um golpe politico e subjugar todo o os Venezuelanos que estão passando fome desemprego e falta de medicações .
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Base aliada prevê atraso na votação de reforma da Previdência

O plano inicial do governo era votar nesta semana o parecer da reforma da Previdência na comissão especial que analisa o tema na Câmara

O governo quer votar nesta semana o parecer da reforma da Previdência na comissão especial que analisa o tema na Câmara dos Deputados. Mas líderes de partidos da base aliada dizem que a previsão “mais realista” é concluir a votação na comissão somente na semana que vem.
A base aliada defende que a reforma só seja colocada em votação na comissão quando o governo tiver os 308 votos necessários para aprovar o texto no plenário. O atraso na votação da comissão evitaria o desgaste de aprovar a reforma na comissão, mas ter que esperar para votá-la no plenário.
A votação das reformas trabalhista e da Previdência foi tema de encontro na noite desta segunda entre o presidente Michel Temer e líderes da base aliada no Palácio do Alvorada. Para o texto ser aprovado na comissão, é necessário ter metade dos votos presentes, desde que haja quórum mínimo de 19 parlamentares.
Parlamentares da base dizem que precisam de mais tempo para negociar o texto. O argumento é que o relatório de Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) tem de ser o mais amarrado possível, para evitar que deputados da base apresentem emendas ou votem a favor de emendas da oposição no plenário, desconfigurando os eixos da reforma
A intenção inicial do governo era concluir a votação da proposta no colegiado ainda nesta semana. A estratégia era encerrar a discussão na comissão especial nesta terça e votar o texto até quinta. Agora, a base já analisa adiar a votação na comissão.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), definiu que não realizará votações no plenário da Casa na quarta-feira. Pelo regimento da Câmara, se o presidente da Casa abre a ordem do dia no plenário, a votação na comissão é suspensa.
Além de Maia e de Temer, participaram da reunião no Alvorada os ministros da Henrique Meirelles (Fazenda), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Mendonça Filho (Educação). Os líderes do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), e no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), também estiveram presentes no encontro, assim como o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI).
(Com Estadão Conteúdo)

Maduro ignora Parlamento e convoca Constituinte

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Maduro ignora Parlamento e convoca Constituinte

O presidente da Venezuela afirmou que a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, não poderá se opor às decisões tomadas pela Constituinte 'operária'

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou nesta segunda-feira que convocará uma Assembleia Nacional Constituinte para vencer o “golpe de Estado” que, segundo ele, seria a razão para a deteriorada situação econômica, política e social do país. De acordo com o anúncio, a Constituinte será composta por “operários” e não por partidos políticos, sem, portanto, a intervenção do Poder Legislativo, controlado pela oposição ao chavismo.
Durante um grande ato de 1º de Maio com operários em Caracas, Maduro fez um chamado ao “poder constituinte originário” para que “a classe operária” convoque a Constituinte, dizendo que que não há outra alternativa e que desta forma se atingirá a paz e será vencido “o golpe de Estado”. O objetivo do presidente é recriar o Estado, criar um novo ordenamento jurídico e redigir uma nova Constituição.
“Assumo todas as consequências e chamo o povo para se preparar para uma grande vitória. Convoco uma Constituinte cidadã. Não uma Constituinte de partidos políticos. Uma de trabalhadores, de camponeses”, disse Maduro, ao invocar o artigo 347, que dá poderes ao chefe de Estado para tomar tais decisões. Segundo ele, a Constituinte seria integrada por 500 legisladores, dos quais 250 serão eleitos por grupos setoriais como pensionistas, trabalhadores, camponeses, jovens e indígenas.
O presidente advertiu que legalmente os “poderes constituídos”, como a Assembleia Nacional, não poderão se opor as decisões tomadas dentro da Assembleia Constituinte. “Querem diálogo? Poder Constituinte! Querem eleições? Poder Constituinte!”, provocou Maduro.
Segundo o presidente venezuelano, a decisão de convocar a Constituinte será tomada oficialmente em um Conselho de Ministros a ser realizado ainda nesta segunda.
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Oposição

Opositores dizem que o movimento é outra tentativa de marginalizar a atual Assembleia Nacional liderada pela oposição e manter o impopular Maduro no poder em meio uma recessão e manifestações que resultaram na morte de 29 pessoas no mês passado.
No domingo, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o opositor Julio Borges, já havia denunciado as intenções do presidente de realizar uma “Constituinte comunal”, ou seja, realizar a Assembleia sem submetê-la à votação popular. Segundo Borges, isso seria a continuação do “golpe de Estado” no país.
“Queremos deixar muito claro no dia de hoje que qualquer passo em relação a convocar uma Constituinte comunal não é outra coisa que a continuação do golpe de Estado na Venezuela”, afirmou Borges em uma coletiva de imprensa. Conforme o deputado, tal Constituinte “não será eleita pelo povo”, mas será escolhida “a dedo” e que a mesma terá “todos os poderes que hoje deveriam estar nas mãos de um povo que quer votar”.
A oposição venezuelana vem denunciando há um mês que está acontecendo um “golpe de Estado” no país, depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) emitiu duas sentenças, que foram parcialmente retiradas, nas quais assumia as competências do Parlamento e limitava a imunidade dos deputados.
Borges reiterou que, para a oposição, a solução da crise na Venezuela passa por “eleições livres”, com observação internacional, sem políticos presos “nem inabilitados”, e que se “respeite a Assembleia Nacional”, além da “abertura de um canal humanitário de remédios e alimentos e o desarmamento dos grupos paramilitares”.
O parlamentar da oposição fez um pedido à Força Armada Nacional Bolivariana e aos que têm “o poder” nos tribunais que tenham consciência e estejam ao lado da Constituição.