terça-feira, 9 de maio de 2017

Defesa de Dilma pede para TSE desconsiderar depoimento de marqueteiros

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Defesa de Dilma pede para TSE desconsiderar depoimento de marqueteiros

Advogados da ex-presidente entregaram alegações finais no processo que investiga supostas irregularidades cometidas pela chapa Dilma-Temer na eleição de 2014.

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff entregou alegações finais no processo que investiga a chapa Dilma-Temer e pediu ao tribunal que desconsidere os depoimentos do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura.
O processo, aberto a partir de ação do PSDB, alega que a chapa vencedora das eleições de 2014 praticou abuso de poder econômico e político e, por isso, deve ser cassada.
O TSE chegou a iniciar o julgamento do caso, no início do mês de abril, mas, a pedido dos advogados de Dilma, concedeu mais prazo para envio de alegações finais das partes envolvidas. Nesse período, o tribunal ouviu depoimento de João Santana e Mônica Moura, que foram marqueteiros de campanhas petistas, inclusive na de 2014.
Ao ministro Herman Benjamin, relator do caso no TSE, o casal confirmou que Dilma tinha conhecimento do uso de caixa dois na campanha à reeleição, em 2014.
Mônica Moura afirmou que foi chamada por Dilma Rousseff para duas reuniões em Brasília. Uma no fim de 2014 e outra em 2015.
Segundo Mônica, nas duas ocasiões falou-se sobre caixa dois. E numa delas Dilma quis saber se corria algum risco por causa da conta Shellbill, na Suíça, usada pelos marqueteiros para pagamentos não declarados.
Nas alegações finais ao TSE, os advogados de Dilma chamaram de mentirosos os depoimentos dados pelos marqueteiros da campanha e pediram que Santana e Moura respondam por falso testemunho.

Separação da chapa

A defesa de Dilma também alegou que, ao contrário do que argumenta a defesa do presidente Michel Temer, não é possível separar as condutas dele e da ex-presidente na investigação da chapa. Isso porque, segundo os advogados de Dilma, se tratava de uma chapa única, com administrador financeiro único, que era o ex-ministro Edinho Silva, do PT.
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