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Porto Alegre .
Rio Grande do Sul Brasil .
15/05/2017 07:54 horas .
Fonte de informação
VEJA.com
Entidades ligadas ao setor privado pressionam deputados a avançar com reformas (Estadao Conteudo/Estadão Conteúdo)
Entidades do setor privado e sindicatos patronais se uniram para tentar impedir que as votações das reformas trabalhistas e da Previdência sejam interrompidas. Com o mote ‘O Brasil não pode parar’, representantes dos setores tentam aumentar a pressão sobre os congressistas.
Desde a crise que quase abateu o governo Temer, políticos admitem que ficou mais difícil a aprovação de tais medidas no Congresso. Assim, algumas entidades decidiram ampliar a influência e se reunir com congressistas para tentar manter a pauta no cronograma previsto.
A reforma da Previdência pode ser votada no dia 12 de junho na Câmara, enquanto que a trabalhista avançou na na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na terça e deve chegar ao plenário da Casa.
Segundo José Carlos Martins, presidente da Cbic (Câmara Brasileira de Indústria e Construção), a entidade tinha um encontro com o presidente Michel Temer (PMDB) e com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).
“Tínhamos marcado esse encontro, mas devido a todo esse tumulto e por segurança, tivemos que cancelar”, afirmou Martins, em referência aos protestos que ocorrem nesta quarta-feira, em Brasília. Ele disse ainda que vai tentar remarcar tais encontros até o final de semana.
“O Congresso tem que entender que tudo bem ter uma agenda política, mas respeitem a vida das pessoas atingidas pela crise”, disse.
A Abit (associação das empresas têxteis) também afirmou que continua a conversar com deputados e senadores para que eles possam aprovar as reformas.
“A nossa posição é de que apesar de toda essa incerteza, o Brasil não pode parar. Se é que vai haver um movimento de troca [de presidente] agora, ou em 2018, o próximo deve estar rezando para que essas reformas passem”, diz Fernando Pimentel, presidente da entidade.
Na segunda-feira, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, também havia pedido que o país “não parasse”, durante a abertura de um congresso em São Paulo.
Além de reuniões, algumas entidades também apelaram a publicidade. A Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), por exemplo, publicou em alguns jornais do país um anúncio no qual afirmava que o ‘Brasil não pode parar’, em referência a dificuldade do governo em seguir com as reformas.



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