segunda-feira, 21 de maio de 2018

Nicolás Maduro: de líder da revolução bolivariana a presidente acusado de provocar o caos venezuelano

ORDEM E PROGRESSO .

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ACORDA BRASIL MUDA .
ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS .

Marco Antonio Marques .
Bom dia amigos .

Estamos começando de 2018  com esperanças renovadas .
Amigos intendam por favor o que eu estou oferecendo a todos os países .
Ideias inovadoras e sustentáveis para os setor elétrico mundial sem precisar de represas para gerar muita energia elétrica com total preservação do meio ambiente com zero impacto ambiental basta ter um pouco de água .

Fonte de informação .

G1 globo.com

Face Book .

Brasil no seu dia a dia .
Até quando a Venezuela suportara que este ditador o Maduro continue no poder .
Milhares de Venezuelanos já estão no Brasil em busca de trabalho comida um vida com mais dignidade que não tem em sue pais de origem .
Diariamente os Venezuelanos atravessam a fronteira do Brasil para comprar comida medicamentos e muito mais e outras centenas diariamente Venezuelanos esperam na fronteira para entrar no Brasil e ninguém faz absolutamente nada .
Até quando fala Brasil .
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi reeleito para mais 6 anos de mandato, mas enfrenta crise e desconfiança internacional.
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MUNDO

Nicolás Maduro: de líder da revolução bolivariana a presidente acusado de provocar o caos venezuelano

Presidente foi reeleito neste domingo a mais 6 anos no poder, em eleição marcada por denúncias de fraude, boicote da oposição e alta abstenção.

Por G1
 
Nicolás Maduro chegou ao poder na Venezuela em março de 2013, como presidente interino, após a morte de seu padrinho político Hugo Chávez. Em abril daquele ano, foi eleito presidente, por uma pequena diferença contra o opositor Henrique Capriles, para liderar a "revolução bolivariana" no país. Hoje, o presidente é visto por opositores como o protagonista do colapso venezuelano, mas diz ser vítima do imperialismo dos Estados Unidos e de guerra econômica da direita.
Maduro foi reeleito para mais 6 anos de mandato após as eleições deste domingo (20), que tiveram horário ampliado, denúncias de fraude, tentativa de boicote da oposição, abstenção de 54% e falta de reconhecimento por grande parte da comunidade internacional.
Nicolás Maduro é reeleito presidente da Venezuela com quase 68% dos votos
Maduro era considerava um verdadeiro "revolucionário” por seu mentor Hugo Chávez, a quem conheceu em 1993. Mas adversários e ex-companheiros o acusavam de enriquecer empresários amigos e a cúpula militar.
"Foi subestimado pelos opositores e por muitos chavistas. Mas soube aproveitar os erros de uns e de outros, conseguindo anular seus adversários dentro e fora do chavismo", comenta à AFP Andrés Cañizalez, pesquisador em comunicação política.
"Maduro passou por uma metamorfose e estas eleições culminam esse processo: poderíamos estar passando do chavismo ao 'madurismo'. Sem dúvida, está apontando a consolidar um espaço de poder autônomo", acrescenta Cañizalez.

Trajetória

Imagem de arquivo mostra o então presidente da Venezuela Hugo Chávez caminha ao lado do chanceler de seu governo, Nicolás Maduro (à direita) (Foto: AP )Imagem de arquivo mostra o então presidente da Venezuela Hugo Chávez caminha ao lado do chanceler de seu governo, Nicolás Maduro (à direita) (Foto: AP )
Imagem de arquivo mostra o então presidente da Venezuela Hugo Chávez caminha ao lado do chanceler de seu governo, Nicolás Maduro (à direita) (Foto: AP )
Ex-motorista de ônibus, Maduro teve atuação no movimento sindical da categoria. Teve formação comunista em Cuba nos anos 1980 e viaja com frequência à ilha.
Entre 1999 e 2000 foi membro da Assembleia Constituinte convocada por Chavez e entre 2000 e 2006 foi deputado da Assembleia Nacional.
Foi chanceler do governo Chávez entre 2006 e 2012, e foi nomeado vice-presidente após a reeleição de Chávez em outubro de 2012.
Como ministro de Relações Exteriores, ele foi fiel às ideias diplomáticas do chavismo. Era considerado, por diplomatas estrangeiros, uma pessoa afável e de trato fácil.
Maduro se aproximou de Chávez quando o presidente anunciou, em junho de 2001, o câncer que o acabaria matando.
Nicolas Ernesto Maduro Guerra, filho do presidente da Venezuela, que também é conhecido com o ‘Nicolasito’, ao lado do presidente e de sua mulher, Cecilia Flores, em foto de abril de 2006   (Foto: Juan Barreto / AFP )Nicolas Ernesto Maduro Guerra, filho do presidente da Venezuela, que também é conhecido com o ‘Nicolasito’, ao lado do presidente e de sua mulher, Cecilia Flores, em foto de abril de 2006   (Foto: Juan Barreto / AFP )
Nicolas Ernesto Maduro Guerra, filho do presidente da Venezuela, que também é conhecido com o ‘Nicolasito’, ao lado do presidente e de sua mulher, Cecilia Flores, em foto de abril de 2006 (Foto: Juan Barreto / AFP )
É casado com a ex-procuradora Cilia Flores, a quem chama de "primeira combatente" e com quem dança frequentemente nos comícios. É pai de "Nicolasito", membro da Assembleia Constituinte de 27 anos, fruto de um casamento anterior.

Imagem e discurso

Sem o carisma de Chávez, Maduro tentou imitá-lo em longas aparições diárias na TV, com a fala popularesca e a retórica anti-imperialista. Mas vem construindo sua própria imagem.
Autodenomina-se "presidente operário", dirige sua caminhonete, ri de seu inglês ruim e de quem o chama de "Ma'burro" por suas mancadas frequentes, dança salsa, bolero e reggaeton, e é muito ativo nas redes sociais.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realiza evento de campanha acompanhado de sua mulher, Cilia Flores, e do ícone argentino do futebol Diego Maradona em Caracas (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realiza evento de campanha acompanhado de sua mulher, Cilia Flores, e do ícone argentino do futebol Diego Maradona em Caracas (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, realiza evento de campanha acompanhado de sua mulher, Cilia Flores, e do ícone argentino do futebol Diego Maradona em Caracas (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
Seu discurso moderado e capacidade negociadora como sindicalista, chanceler e vice-presidente de Chávez, mudou para os acalorados discursos contra seus adversários, a quem critica e insulta sem pudores.
Tentando renovar sua imagem, o mote "Vamos Nico" se impôs em sua campanha, enquanto diminuíram as referências ao seu mentor.
Em 2013, o jingle da campanha dizia: "Chávez para sempre, Maduro presidente. Chávez, eu te juro, meu voto é de Maduro". Hoje, o refrão de um reggaeton chiclete, diz: "Todos com Maduro, lealdade e futuro. O povo manda com Maduro".
Segundo as pesquisas, tem impopularidade de 75%.

Caos socioeconômico

Durante o governo Maduro, a Venezuela sofreu ondas de protestos violentos que deixaram cerca de 200 mortos, uma derrocada socioeconômica e o isolamento internacional (veja mais abaixo).
Seus adversários o acusam de empurrar o país para o abismo com medidas econômicas disparatadas, de submeter o povo à fome e de ser um "ditador", sustentado por militares.
Pessoas gritam ‘chega de ditadura’ durante protesto contra as eleições presidenciais em Caracas, na Venezuela, na quarta-feira (16) (Foto: AP Photo/Ariana Cubillos)Pessoas gritam ‘chega de ditadura’ durante protesto contra as eleições presidenciais em Caracas, na Venezuela, na quarta-feira (16) (Foto: AP Photo/Ariana Cubillos)
Pessoas gritam ‘chega de ditadura’ durante protesto contra as eleições presidenciais em Caracas, na Venezuela, na quarta-feira (16) (Foto: AP Photo/Ariana Cubillos)
A tudo isso faz ouvidos moucos. Diz ser um "presidente democrático" e "vítima" dos Estados Unidos e a "guerra econômica da direita", à qual culpa pela hiperinflação e falta de comida. Mas reconhece estar “mais forte do que nunca”.
"Há cinco anos, eu era um novato. Hoje, sou um Maduro de pé, experiente com a batalha, que enfrentou a oligarquia e o imperialismo. Aqui estou: mais forte do que nunca", descreveu-se durante a campanha para a reeleição.
Pessoas fazem compras usando notas de cem bolívares em um mercado de San Cristóbal, na Venezuela (Foto: Reuters/Carlos Eduardo Ramirez)Pessoas fazem compras usando notas de cem bolívares em um mercado de San Cristóbal, na Venezuela (Foto: Reuters/Carlos Eduardo Ramirez)
Pessoas fazem compras usando notas de cem bolívares em um mercado de San Cristóbal, na Venezuela (Foto: Reuters/Carlos Eduardo Ramirez)
"Sua autoridade nasce herdada de Chávez (presidente de 1999 até sua morte, em março de 2013). Mas agora temos um Maduro diferente, que sabe que é forte e é mais agressivo", disse à agência AFP Félix Seijas, diretor do instituto de pesquisas Delphos.
Fila de imigrantes venezuelanos em Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, em fevereiro deste ano (Foto: Alan Chaves/G1 RR/Arquivo)Fila de imigrantes venezuelanos em Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, em fevereiro deste ano (Foto: Alan Chaves/G1 RR/Arquivo)
Fila de imigrantes venezuelanos em Pacaraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela, em fevereiro deste ano (Foto: Alan Chaves/G1 RR/Arquivo)

Veja os principais momentos do governo Maduro:

Cronologia feita pela agência de notícias France Presse.
2013: O herdeiro
O líder socialista Hugo Chávez, presidente desde 1999 e fundador da "revolução bolivariana", morre de câncer em 5 de março de 2013.
Nicolás Maduro como candidato presidencial em ato em 2013 (Foto: Miguel Angullo/Reuters)Nicolás Maduro como candidato presidencial em ato em 2013 (Foto: Miguel Angullo/Reuters)
Nicolás Maduro como candidato presidencial em ato em 2013 (Foto: Miguel Angullo/Reuters)
Maduro, ungido por Chávez como seu substituto, vence as eleições presidenciais de 14 de abril com 50,62% de votos, contra o opositor Henrique Capriles.
2014: O primeiro desafio
Em 2014, liderada por Leopoldo López, a oposição realizou manifestações para reivindicar a saída de Maduro, com saldo de 43 mortos.
Lopez é preso em fevereiro daquele ano e condenado em 2015 a quase 14 anos de prisão, acusado de incitar a violência nos protestos. Em agosto de 2017, ele foi colocado em prisão domiciliar.
O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López é escoltado por membros da Guarda Nacional ao ser preso em Caracas (Foto: Reuters)O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López é escoltado por membros da Guarda Nacional ao ser preso em Caracas (Foto: Reuters)
O líder oposicionista venezuelano Leopoldo López é escoltado por membros da Guarda Nacional ao ser preso em Caracas (Foto: Reuters)
Os preços do petróleo, que geram 96% da renda do país, caíram para menos da metade, agravando uma grave escassez de alimentos e remédios.
2015: A maior derrota
Em fevereiro de 2015, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, acusado de conspirar contra o governo, é preso. Pouco tempo depois ele vai para a prisão domiciliar e em 2017 foge para a Espanha.
Ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, em foto de arquivo de outubro de 2009  (Foto: Evaristo Sa / AFP)Ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, em foto de arquivo de outubro de 2009  (Foto: Evaristo Sa / AFP)
Ex-prefeito de Caracas Antonio Ledezma, em foto de arquivo de outubro de 2009 (Foto: Evaristo Sa / AFP)
Em março, Washington impõe as primeiras sanções contra autoridades venezuelanas acusadas de violar os direitos humanos.
Em dezembro, em meio ao agravamento da crise, a coalizão de oposição Mesa da Unidade Democrática (MUD) derrota o chavismo, conquistando a maioria qualificada do Parlamento.

2016: Choque de poderes

Tão logo a oposição toma posse em janeiro, o Legislativo é declarado em desacato e suas decisões nulas pelo Supremo Tribunal de Justiça (TSJ).
Deputado Henry Ramos Allup fala em sessão desta segunda-feira (7) no Parlamento da Venezuela (Foto: AP Photo/Ariana Cubillos)Deputado Henry Ramos Allup fala em sessão desta segunda-feira (7) no Parlamento da Venezuela (Foto: AP Photo/Ariana Cubillos)
Deputado Henry Ramos Allup fala em sessão desta segunda-feira (7) no Parlamento da Venezuela (Foto: AP Photo/Ariana Cubillos)
Durante a maior parte de 2016, a oposição tentou revogar o mandato de Maduro - de seis anos - por meio de um referendo, e organizou manifestações para exigi-lo.
Mas o poder eleitoral e a justiça - acusados pela oposição de servir a Maduro - o detiveram, alegando fraude na coleta de assinaturas.
2017: Protestos e Constituinte
O TSJ atribui a si poderes do Parlamento e em 1 de abril têm início protestos que deixaram cerca de 125 mortos em quatro meses. A procuradora-geral Luisa Ortega denuncia uma ruptura da ordem constitucional e meses depois deixa o país denunciando "perseguição".
Manifestantes entram em confronto com a polícia durante protesto contra Maduro em Caracas (Foto: Christian Veron/Reuters)Manifestantes entram em confronto com a polícia durante protesto contra Maduro em Caracas (Foto: Christian Veron/Reuters)
Manifestantes entram em confronto com a polícia durante protesto contra Maduro em Caracas (Foto: Christian Veron/Reuters)
No dia 30 de julho, acontece eleição de uma Assembleia Constituintecom poder absoluto e totalmente oficialista, que substituiu o Parlamento na prática e não é reconhecida por vários governos.
Os Estados Unidos aprovam sanções econômicas contra a Venezuela e a estatal petrolífera PDVSA, mais tarde declarados em default parcial.
O chavismo vence as eleições para governadores de outubro e as municipais de dezembro. A oposição denuncia fraudes.
2018: Eleições antecipadas
Diante de uma oposição dividida, a Assembleia Constituinte decide em janeiro adiantar as eleições presidenciais e Maduro é proclamado candidato do partido no poder.
Presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela, Delcy Rodriguez fala durane sessão em 5 de agosto (Foto: REUTERS/Marco Bello/File Photo)Presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela, Delcy Rodriguez fala durane sessão em 5 de agosto (Foto: REUTERS/Marco Bello/File Photo)
Presidente da Assembleia Constituinte da Venezuela, Delcy Rodriguez fala durane sessão em 5 de agosto (Foto: REUTERS/Marco Bello/File Photo)
Um diálogo entre a oposição e o governo sobre as garantias eleitorais fracassa e o poder eleitoral fixa as eleições para 22 de abril, data que foi posteriormente alterada para 20 de maio.
MUD decide boicotar a votação, argumentando se tratar de uma "fraude" para perpetuar Maduro no poder e dar-lhe "aparência de legitimidade".
O opositor Henri Falcón, dissidente do chavismo, deixa a coalizão de oposição e lança sua candidatura.
Os Estados Unidos, vários países da América Latina e da União Europeia, advertem que não vão reconhecer as eleições porque não serão livres nem justas.
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