ORDEM E PROGRESSO .
ACORDA BRASIL MUDA .
ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS .
Marco Antonio Marques .
Bom dia amigos .
Estamos começando de 2018 com esperanças renovadas .
Amigos intendam por favor o que eu estou oferecendo a todos os países .
Ideias inovadoras e sustentáveis para os setor elétrico mundial sem precisar de represas para gerar muita energia elétrica com total preservação do meio ambiente com zero impacto ambiental basta ter um pouco de água .
Fonte de informação .ACORDA BRASIL MUDA .
G1 globo.com
'Se o Brasil não enfrentar o problema fiscal, a crise vai voltar’, afirma Marcos Lisboa
Para economista e presidente do Insper, fraqueza da economia neste início de ano é um reflexo da interrupção da reformas; G1 publica série de entrevistas sobre 'Desafios do Crescimento'.
Por Luiz Guilherme Gerbelli e Marina Gazzoni, G1
O Brasil tem um caminho difícil pela frente e sem margem de manobra para fugir da agenda de reformas, afirma o economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa. Na avaliação dele, se o país não resolver a questão fiscal, é provável que a economia brasileira sofra com uma crise econômica pior do que a enfrentada nos últimos anos.
"Se o Brasil não enfrentar o problema fiscal, vamos nos preparar porque a crise vai voltar talvez mais severa do que já foi", disse.
A fraqueza da economia neste início de 2018, segundo o economista, já é um reflexo da paralisia do governo, que deixou a agenda de reformas de lado desde meados do ano passado.
"Não fazer nada hoje é condenar o país a ficar pior", disse Lisboa, que foi secretário de política econômica durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O G1 começa a publicar nesta sexta-feira (18) uma série de entrevistas com economistas para debater o atual estágio da economia e os caminhos para a retomada do crescimento. Na próxima semana, o entrevistado será o economista Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal.
A seguir os principais trechos da entrevista concedida ao G1.
A economia neste início de ano parece travada. Houve um excesso de otimismo com a expectativa de recuperação?
O Brasil tem problemas graves. A interrupção da recessão veio quando o país sinalizou que estava começando a discutir com menos incompetência e mais seriedade os problemas. No fim de 2016, tentamos começar essa agenda (de reformas). E aí deu-se o benefício da dúvida para o país e a economia parou de piorar. Mas os problemas não desapareceram. Não fazer nada hoje é condenar o país a ficar pior.
Quais são as reformas prioritárias?
São várias. A Previdência é urgente. É inacreditável o país não ter feito essa reforma há 20 anos. Mas não é só a Previdência. Há essa profusão de programas sociais, alguns funcionam muito bem, como o Bolsa Família, outros são ineficazes, não têm avaliação. Também o nosso fracasso em educação. O Brasil aumentou o gasto com educação para 6% do PIB e os nossos resultados são lamentáveis quando comparados com países emergentes que gastam menos. Não é pouca coisa a ser feita.
O problema imediato para se enfrentar é o fiscal. E se não enfrentar, vamos nos preparar porque a crise vai voltar talvez mais severa do que já foi.
O investimento também dá sinais de fraqueza. O que está impedindo a melhora?
A estrutura tributária do Brasil é completamente disfuncional. Como eu vou investir no Brasil se eu não sei qual vai ser a estrutura tributária daqui a um ano? Eu não sei a regra do jogo, a estrutura tributária muda dia sim, dia não. Tem empresas no Brasil que recebem duas, três notificações de medidas tributárias por dia.
Então não adianta baixar juros e achar que o investimento vai voltar?
Baixa juros é bacana, acho ótimo. A inflação caiu, mérito do Banco Central. Agora, não dá para imaginar que o país vai iniciar uma trajetória de crescimento sustentável, aumentando a capacidade produtiva, com o grau de incerteza que nós temos. Vai que o Brasil continua irresponsável e não faz reforma da Previdência? Aí é melhor ir embora. O investimento aposta no Brasil no curto prazo, mas o investimento em fábricas grandes é feito em um lugar em que se conheça as regras do jogo nos próximos 10, 20 anos.
A previsão é que o Brasil só volte a ter superávit em 2022. Como todo esse quadro se ajusta a isso?
Se não fizer reforma, não vai voltar a ter superávit em 2022. Vai ter que mexer em previdência, vai ter que fazer a reforma do Estado, vai ter que mexer em vários programas ineficazes.
Aumentar imposto também?
Vai ter que aumentar imposto também. E vai ter que reduzir as distorções tributárias. Tem todo um ajuste para fazer que é imenso. A gente não chegou na situação que está por ter feito pouca bobagem.
As reformas ficaram para o próximo presidente agora. O que esperar?
Pois é, mas o país vai ficar pior. E isso ocorre por duas razões: internamente, o país piora porque o caso é grave. E segundo: os Estados Unidos estão crescendo forte há três trimestres. Em algum momento a taxa de juros vai subir lá. Se o Brasil interrompe a agenda de reformas e o cenário muda lá fora, o país vai colher no ano que vem a inação de agora. Ou fazemos reformas ou vai ficar pior.
Qual é o prazo que o governo tem para fazer essas mudanças e conseguir dar fôlego à economia?
A nossa janela de oportunidade para evitar a volta da crise está se esgotando. São reformas duras, difíceis. A reforma da Previdência dos servidores públicos é urgente e houve uma resistência das corporações que estão na elite dos trabalhadores a rever benefícios que não são sustentáveis. Estamos vendo como esse debate é difícil no Brasil. No setor privado, as desonerações fracassaram. Ficou clara a dificuldade que foi começar a retirar a distorção que era a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), com resistência do setor privado, governadores, vários políticos. A disputa entre o Brasil velho e o Brasil novo está sofrida. Todo dia é uma disputa de medidas protecionistas, para conceder mais distorções, mais proteções para grupos de interesse do setor público e setor privado.
O Brasil é tomado desses pedágios que a sociedade paga no dia a dia, que são destinados a interesses públicos e privados, sem avaliação de desempenho.
O cobertor está curto para lidar com tantos interesses?
Acho que é mais do que o cobertor curto. O dinheiro acabou. O país está precisando discutir essa impressionante quantidade de pedágios que paga sem saber muito bem para quem. Por que o Brasil ainda tem esse regime cartorial? Faz sentido ter o sistema de cartórios que o Brasil tem? A gente não pode reclamar do fato de o Brasil ser um país caro. Toda vez que você vai comprar alguma coisa você está dando muito dinheiro para vários grupos de interesse.
E é possível resolver isso ou o Brasil já perdeu essa briga?
Agora pelo menos tem um Brasil novo disputando a briga. Era muito pior no passado. Eu acho que a boa notícia é que tem uma clareza de agenda para reduzir esses imensos pedágios que o Brasil paga, colocar as contas públicas em ordem, saber que vamos ter de rever o regime dos servidores públicos ou os Estados e municípios vão quebrar. O estado brasileiro prometeu o que não tem condições de entregar. Mas se a gente consegue enfrentar essa agenda, a boa notícia é que tem muita coisa bacana para fazer.
O Brasil tem um imenso potencial para crescer. A gente não cresce mais por incompetência nossa.
A discussão eleitoral está olhando para os problemas centrais?
Isso me preocupa. Estamos vendo palavras de ordem que nem de longe arranham os problemas do país. Qual é a proposta da reforma da Previdência, como é que vai enfrentar a crise dos Estados, qual é a proposta para segurança? O que a gente assiste hoje são palavras de ordem. Eu fico surpreso de ver uma garotada que defende fechar o museu. Não quer ir ao museu, não vai. Esse aspecto do debate vale para os dois lados e é preocupante, sem o detalhamento dos problemas reais e graves que o país tem.
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