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G1 globo.com
Temer promove cerimônia no Planalto para fazer balanço de dois anos do governo
Presidente convocou representantes dos 29 ministérios, além de líderes do Congresso, ex-ministros e chefes de estatais. No último sábado (12), ele completou dois anos na Presidência.
Por Guilherme Mazui e Roniara Castilhos, G1 e TV Globo, Brasília
O presidente Michel Temerconvidou ministros e autoridades para uma cerimônia no Palácio do Planalto nesta terça-feira (15) intitulada "Maio/2016-Maio/2018: o Brasil voltou". O propósito é fazer um balanço dos dois anos do atual governo.
Segundo o Blog de Andrea Sadi, o convite distribuído pelo cerimonial da Presidência continha o slogan "O Brasil voltou, 20 anos em 2", bordão inspirado no ex-presidente Juscelino Kubitschek, responsável pela construção de Brasília, que apresentou na década de 1950 o lema "50 anos em 5".
Reeleito vice-presidente da República em 2014, Temer tomou posse como presidente em exercício em 12 de maio de 2016, assumindo a Presidência efetivamente em 31 de agosto daquele ano.
Ele chegou ao poder porque o Senado aprovou o impeachment de Dilma Rousseff.
Nesses dois anos, Temer passou a liderar um governo que ostenta a queda da inflação e a redução da taxa de juros, mas que tenta lidar com o aumento no número de desempregados e com os altos índices de rejeição.
Hoje, o governo é alvo de denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR), está envolvido em crises políticas e no foco de investigações criminais (leia detalhes mais abaixo).
A cerimônia desta terça está prevista para as 15h, no Salão Nobre do Palácio do Planalto. O espaço é utilizado pelo presidente da República nas recepções de chefes de Estado e nas posses de ministros.
O governo tem hoje 29 ministérios e todos estarão representados na reunião. Além da equipe da Esplanada, foram convidados líderes do governo no Congresso Nacional, presidentes de estatais e ex-ministros.
No encontro, será distribuída uma cartilha intitulada "Avançamos - 2 anos de vitórias na vida de cada brasileiro".
Dois anos de governo
Michel Temer completou dois anos de governo no último sábado (12).
- Especial G1: Balanço dos dois anos de Temer na Presidência
- Em dois anos, Temer recebeu mais da metade do Congresso
Na economia, o governo badala a queda da inflação e da taxa básica de juros (Selic). Mas, nesses dois anos, o dólar aumentou, o número de desempregados aumentou e o salário mínimo ficou abaixo a inflação.
2 anos do governo Temer: os números da economia
| Índice | Quando Temer assumiu | Dado mais recente |
| Taxa de juros (Selic) | 14,25% ao ano | 6,50% ao ano |
| Inflação/12 meses | 9,32% | 2,76% |
| Taxa de desemprego | 11,2% (11,4 milhões) | 13,1% (13,7 milhões) |
| Empregos formais | 38,9 milhões | 38 milhões |
| Dólar | R$ 3,47 | R$ 3,62 |
| Bovespa | 48.471 pontos | 85.232 pontos |
A aprovação do presidente, segundo o Datafolha, está em 6% - 70% rejeitam o governo Temer.
Na área política, Temer destaca nos discursos a sanção das novas leis do ensino médio e trabalhista.
Mas, nesses dois anos à frente do Planalto, Temer enfrentou uma série de polêmicas causadas por denúncias, delações, prisões de assessores mais próximos e investigações da Polícia Federal.
Somente no ano passado, após as delações da JBS, o presidente foi denunciado duas vezes ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria Geral da República (PGR). Os crimes: corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de Justiça.
O STF só poderia analisar as denúncias, porém, se a Câmara autorizasse. Nos dois casos, a maioria dos deputados votou contra o prosseguimento dos processos e, com isso, as acusações contra Temer só poderão ser analisadas após ele deixar o Planalto.
Hoje, Temer é alvo de dois inquéritos que tramitam no STF. Com base nas delações de executivos da JBS e da Obderecht, o presidente passou a ser investigado por suposto recebimento de propina na edição do decreto dos portos e em contratos da Secretaria de Aviação Civil.
O presidente nega qualquer tipo de envolvimento com irregularidades. Afirma ser vítima de uma "campanha oposicionista" para enfraquecer o governo, acrescentando que é alvo de "vazamentos irresponsáveis" de dados relacionados às investigações sobre ele.
Sobre se tem medo de ser preso ao deixar o cargo, o presidente diz que não, acrescentando que isso seria uma "indignidade".
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