domingo, 20 de maio de 2018

Urnas são abertas na Venezuela para eleição presidencial

ORDEM E PROGRESSO .

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ACORDA BRASIL MUDA .
ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS .

Marco Antonio Marques .
Bom dia amigos .

Estamos começando de 2018  com esperanças renovadas .
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Fonte de informação .

G1 globo.com

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Brasil no seu dia a dia .
O ditador Maduro sera eleito novamente a falta de adversários que ameacem e sua reeleição sera praticamente como chapa unica na Venezuela .
Até quando .
Em crise econômica e social, Venezuela vai às urnas neste domingo com Maduro como favorito à reeleição. Falta de adversários de peso e abstenção devem favorecer atual presidente.
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MUNDO

Urnas são abertas na Venezuela para eleição presidencial

Em crise econômica e social, Venezuela vai às urnas neste domingo com Maduro como favorito à reeleição. Falta de adversários de peso e abstenção devem favorecer atual presidente.

Por G1
 
Urnas em 14,5 mil centros de votação foram abertas na manhã deste domingo (20) para a eleição presidencial na Venezuela. Embora 20,5 milhões de pessoas estejam aptas a votar, a abstenção deve favorecer a reeleição de Nicolás Maduro para mais 6 anos de mandato. Além disso, a ausência de adversários de peso também deve contribuir para a vitória do presidente.
As urnas na capital Caracas e em outras cidades venezuelanas foram abertas às 6h (7h, no Brasil), mas o pleito começou antes para cidadãos venezuelanos residentes no exterior, em países como Áustrália, China, Índia e Malásia, devido à diferença de fuso horário.
Meia hora antes da abertura das urnas, Nicolás Maduro convocou pelo Twitter os venezualanos a votarem nas eleições. "Começando um ótimo dia. Diana Carabobo toca em todos os cantos desta terra. Hoje é dia de festa, temos um encontro com a história!", escreveu, citando um hino chavista usado durante a sua campanha.
O presidente chegou para votar pouco antes das 6h ao colégio Miguel Antonio Caro, em Caracas, ao lado da esposa, Cilia Flores, e de vários colaboradores. "Fui o primeiro votante da pátria (...) sempre em primeiro nas batalhas pela nossa soberania, pelo direito à paz", declarou o líder chavista em entrevista coletiva depois de emitir seu voto.
A eleição presidencial na Venezuela ocorre em meio à falta de reconhecimento da comunidade internacional, ao boicote pela maioria da oposição e sob forte suspeita de manipulação governamental.
E, apesar de contar com um índice de rejeição de mais de 75%, o presidente Nicolás Maduro não deve enfrentar grandes dificuldades para se reeleger e continuar no cargo que ocupa desde 2013, após a morte de Hugo Chávez.
Isso se deve principalmente à ausência de competidores de grande peso político e à previsão de uma grande abstenção eleitoral. Segundo pesquisa da Atlantic Council divulgada em 5 de abril, quase a metade dos venezuelanos avalia não votar nas eleições presidenciais – o voto não é obrigatório no país.

Desesperança

As sensações de desesperança e desconfiança são generalizadas no país. Cerca de 44,3% dos consultados porta a porta se mostraram inclinados a não participar das eleições, diante dos 28% registrados em janeiro em uma pesquisa por telefone deste centro de estudos com sede em Washington.
Cerca de 49,8% consideram que os resultados anunciados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não seriam críveis, 10 pontos percentuais a mais do que em janeiro.
A eleição presidencial estava inicialmente prevista para o fim deste ano, mas em 23 de janeiro a Assembleia Nacional Constituinte anunciou que ela seria antecipada para uma data anterior a 30 de abril, depois fixada em 22 de abril.
Mais tarde, porém, houve um adiamento para a segunda quinzena de maio.

Campanha

Apesar de tudo, Maduro cumpriu uma intensa agenda de campanha eleitoral e foi cauteloso quanto a um discurso de vitória certa antes da hora.
"Que ninguém fique confiante a ache que já ganhamos. Claro que temos força para ganhar e vamos ganhar, mas temos que afinar nossa máquina para garantir os votos", disse o presidente em 4 de maio.
E, mesmo com a grave crise econômica e política do país, o presidente participou de animados comícios diariamente, nos quais prometeu "uma revolução na economia"cantou e dançou ao lado de artistas populares na Venezuela e até do ex-jogador argentino Diego Maradona.
Maduro confirmou oficialmente sua candidatura à reeleição em 27 de fevereiro. Naquele dia, com funcionários de sua confiança, visitou o túmulo do líder socialista Hugo Chávez (1999-2013), antes de se encaminhar para a sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para entregar os documentos de inscrição.
"Este é o plano da pátria 2025, que é o aprofundamento do caminho e o legado de nosso amado comandante Hugo Chávez (...) na direção da prosperidade econômica", declarou na ocasião.

Boicote e outros candidatos

Assim que as eleições foram anunciadas, a oposição avisou que iria boicotar o pleito. "Não contem com a Mesa da Unidade Democrática nem com o povo para aprovar o que, até agora, é apenas um simulacro fraudulento e ilegítimo de eleição presidencial", afirmou o coordenador político da MUD, Ángel Oropeza, em entrevista coletiva em 21 de fevereiro.
De qualquer forma, os dois maiores rivais de oposição de Maduro estariam impedidos de concorrer ao cargo: Leopoldo Lopez está em prisão domiciliar e Henrique Capriles está impedido de se candidatar a qualquer cargo por um período de 15 anos por conta de acusações de má conduta quando era governador.
No entanto, o oposicionista Henri Falcón furou o boicote e decidiu se candidatar. Falcón, militar da reserva e dissidente chavista de 56 anos, é o candidato do Movimento ao Socialismo (MAS, esquerda).
Consideramos que é imprescindível participar. Em um país onde o regime tem 80% de rejeição, é possível vencer, apesar das armadilhas e dos obstáculos", declarou. Segundo Meléndez, presidente do MAS, em 26 de fevereiro, ao anunciar a candidatura.
Falcón, advogado, ex-prefeito e governador do estado de Lara entre 2008 e 2017, foi ligado ao movimento que levou Hugo Chávez ao poder em 1999, mas rompeu com o "chavismo" em 2010 mediante uma carta aberta na qual denunciou ter sido alijado por denunciar os erros da chamada "revolução bolivariana".
Além de Falcón, apresentaram candidaturas à presidência o pastor evangélico Javier Bertucci e o engenheiro Reinaldo Quijada.

Legitimidade

Países como Chile, Argentina e Espanha já afirmaram que não irão reconhecer as eleições presidenciais venezuelanas, além da União Europeia.
Em 2 de maio, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou: "Vejo a experiência da Assembleia Constituinte na Venezuela, eleita de forma completamente fraudulenta, como fraudulentas serão, se forem realizadas, as eleições de maio na Venezuela, que o Chile, é claro, não vai reconhecer”.
Antes, no dia 10 de abril, o presidente argentino Mauricio Macri já havia afirmado algo semelhante, durante uma entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy.
Eleição na Venezuela ocorre sem participação de oposição   (Foto: Alexandre Mauro/Infografista/G1)Eleição na Venezuela ocorre sem participação de oposição   (Foto: Alexandre Mauro/Infografista/G1)
Eleição na Venezuela ocorre sem participação de oposição (Foto: Alexandre Mauro/Infografista/G1)
"Não vamos validar o resultado eleitoral de maio, ele não tem nenhum valor. Por mais que o senhor Maduro me insulte, não vamos reconhecê-lo como um presidente democrático porque nesse momento não há democracia na Venezuela”, disse Macri.
Mesmo poucos dias antes da votação, continuaram os pedidos de suspensão da eleição. Em 7 de maio, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, falou sobre o assunto em uma sessão protocolar especial do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington. "Urgimos (ao presidente Nicolás) Maduro e a seu governo que suspenda essa fraude de eleições e organize eleições reais", disse. "Será uma eleição falsa com um resultado falso", apontou.
Uma semana depois, no dia 14, o Grupo de Lima, do qual fazem parte 14 países – inclusive o Brasil – fez "um último apelo ao governo venezuelano para suspender as eleições gerais previstas para o próximo 20 de maio", disse o chanceler mexicano, Luis Videgaray, durante coletiva de imprensa celebrada após reunião do grupo na Cidade do México.
Em abril, o Grupo de Lima já havia lançado uma declaração conjunta, na qual exigia na Venezuela "eleições presidenciais com as garantias necessárias para um processo livre, justo, transparente e democrático, sem presos políticos, que inclua a participação de todos os atores políticos venezuelanos, e ratificam que eleições que não cumpram com essas condições não terão legitimidade e credibilidade".

Observadores internacionais

Para tentar dar maior ar de legitimidade, a autoridade eleitoral venezuelana convidou a União Europeia (UE) para participar como observadora nas eleições presidenciais.
A pedido dos principais candidatos - o presidente Nicolás Maduro e o opositor Henri Falcón -, em 19 de fevereiro o CNE também solicitou ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que enviasse observadores para as eleições.
"Estamos esperando a resposta das Nações Unidas, que já declarou que não pode vir porque não faz parte de seus procedimentos", assinalou a funcionária, referindo-se à falta de uma resposta formal da ONU.
A oposição, além de boicotar as eleições, pediu que a ONU não participe do processo, para evitar legitimar uma eleição que diz ser manipulada.
No sábado (20), Maduro pediu capacidade de entendimento após as eleições para os Estados Unidos e União Europeia.
"Eu peço, não somente da UE, mas também dos EUA, uma capacidade de diálogo, de entendimento. Quero que escutem a voz e a verdade da Venezuela", disse, segundo a agência Efe.
"Tomara que a UE tenha os olhos bem abertos para ver a verdade da Venezuela e abandone a intolerância ideológica contra a revolução bolivariana, que é uma revolução democrática", afirmou.
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