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G1 globo.com
Floricultor do Rio troca mudas de plantas por doações para instituições de caridade
Criado num orfanato, Fernando de Jesus, de 55 anos, acredita que seu trabalho é uma forma de retribuir todas as doações que recebeu na infância.
Por Yasmin Restum*, G1 Rio
Flores, hortaliças e outras plantas ornamentais são, há 22 anos, o dia a dia do mineiro Fernando de Jesus, de 55 anos. Mas o floricultor, hoje vivendo no Rio de Janeiro, não vê na natureza só uma fonte de renda. Para ele, o negócio é também um meio de fazer o bem.
Há quatro anos, Fernando decidiu que trocaria mudinhas de flores e temperos por doações de alimentos não perecíveis, roupas e sapatos para instituições de caridade e abrigos.
O ponto de arrecadação escolhido por ele fica na própria floricultura, na Rua Lauro Müller, próximo ao Shopping Rio Sul, em Botafogo, Zona Sul do Rio.
A ideia começou bem, mas, nos últimos meses, Fernando contou que ficou um pouco desmotivado com a falta de doações. Algumas das mudinhas que comprou morreram e ele chegou a pensar em desistir do projeto.
"Tava feia a coisa. Eu estava comprando mudas e ninguém se interessava em pegar. Aí, eu vi elas morrerem: roseirinhas, manjericão... Será que ninguém se interessa em ajudar? Pensei em parar porque não dá para ficar comprando e ver dinheiro sendo desperdiçado", lamentou o floricultor.
Infância em orfanato
Apesar de hoje ter o próprio negócio - que é o seu meio de sustento -, a verdade é que a vida de Fernando já foi bem mais puxada.
Criado num orfanato em Belo Horizonte, Minas Gerais, na infância Fernando disse que vivia de doações. Aos 17 anos, quando se mudou para o Rio, morou de favor nos fundos de uma loja.
Fernando contou que já foi recreador, caseiro e chegou até a servir o Exército como paraquedista. A carreira militar, porém, não deu certo. Isso por ser, segundo ele, "um soldado aloprado".
O floricultor explica que a base do projeto solidário está na vontade de retribuir todo o bem que recebeu, mesmo de anônimos, na infância.
"Fui criado num orfanato quando eu tinha uns 9, 10 anos. (...) A gente ficava tão feliz quando chegava doação. Vinham aquelas caixas de jabuticaba, goiaba. Agora eu tô na parte da doação. (...) Hoje eu to cuidando de orfanatos, abrigos, ajudando aqueles que precisam", contou, emocionado.
Doações vão para congregação no Centro
"Viver de flores é difícil", frisou o floricultor. Mesmo assim, há dias bons em que ele tem "recorde de vendas". Dia dos Namorados ou no Dia das Mães são as melhores datas.
Mesmo nos dias ruins, Fernando garante que sempre dá um jeito de fazer uma promoção para que o cliente não saia de mãos vazias.
"Eu trabalho aqui 24 horas. Não paro, não (...) Meu hobby aqui é a beleza do bambu (...) Vendo bem no Dia das Mães, Dia dos Namorados. Tenho aqui uns 50 clientes fiéis. Os demais dizem que tudo tá caro. Eu sou bobão, faço promoção mesmo (...) Vindo as doações também faz as pessoas conhecerem o quiosque. São poucos que trabalham com bambu", diz, orgulhoso.
Antes de conseguir o espaço ao lado do shopping, Fernando disse que costumava deixar tudo "amontoado e exposto na rua". Numa dessas, foi multado.
Ele recorreu, mas acabou tendo que pagar a sanção. Outras acusações doeram mais do que no bolso. O floricultor também chegou a ser denunciado à prefeitura por, supostamente, estar recolhendo alimento para vender, algo que ele nega veementemente.
Os obstáculos não o impedem de seguir com as doações. Todo mês, segundo ele, é possível enviar ao menos 60 quilos de alimentos para ajudar a alimentar aproximadamente 300 pessoas na Congregação Missionária da Caridade Madre Teresa de Calcutá, na Lapa.
Por vezes, também consegue arrecadar para a Casa de São Francisco de Assis, em São João de Meriti, na Baixada Flumiense, sacolas de roupas, sapatos e utensílios de higiene.
"Tem muita gente fazendo o bem. E a gente tem que fazer o bem sem olhar a quem. Eu gostaria que as pessoas não focassem só o meu ponto, mas que dessem nas suas paróquias. Isso é para que as pessoas percebam que em todo lugar tem gente precisando."
'Enquanto eu viver, não vou parar'
Fernando tem um lema: "tudo que é regado, há de brotar". Ele garante que, apesar dos altos e baixos, se mantém confiante no seu trabalho e nas suas conquistas.
O homem, que ainda está pagando a reforma do quiosque, disse que idealiza uma vida simples e mesmo com dívidas fica feliz em poder ajudar tantas pessoas.
"Quem quiser, vem e ganha uma mudinha e deixar um quilo de alimento que ajude o pobre. Se eu puder não parar com isso enquanto eu viver, eu não vou parar", afirmou.
A floricultura do Fernando fica na Rua Lauro Müller, perto do número 16, na saída lateral Shopping Rio Sul, e fica aberta de 9h30 até 19h30, de segunda a sábado. Ele recebe mudinhas novas toda terça e sexta-feira.
*Estagiária sob supervisão de Nicolás Satriano
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