terça-feira, 22 de maio de 2018

Quanto a Itália se afastará da UE?

ORDEM E PROGRESSO .

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ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS .

Marco Antonio Marques .
Bom dia amigos .

Estamos começando de 2018  com esperanças renovadas .
Amigos intendam por favor o que eu estou oferecendo a todos os países .
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Fonte de informação .

G1 globo.com

MUNDO

BLOG DO HELIO GUROVITZ

Quanto a Itália se afastará da UE?

A coalizão populista entre Movimento Cinco Estrelas e Liga porá o país em conflito com Bruxelas

Por Helio Gurovitz
 
O líder do M5E, Luigi Di Maio, e o advogado Giuseppe Conte, indicado para o cargo de primeiro-ministro da coalizão com a Liga (Foto: Filippo Monteforte/AFP)O líder do M5E, Luigi Di Maio, e o advogado Giuseppe Conte, indicado para o cargo de primeiro-ministro da coalizão com a Liga (Foto: Filippo Monteforte/AFP)
O líder do M5E, Luigi Di Maio, e o advogado Giuseppe Conte, indicado para o cargo de primeiro-ministro da coalizão com a Liga (Foto: Filippo Monteforte/AFP)
A Itália está enfim próxima de um novo governo, formado pela coalizão “verde-amarela” entre dois partidos de tendência eurocética: Liga e Movimento Cinco Estrelas (M5E). Ambos já defenderam a saída do euro, embora tenham moderado o discurso nas eleições de 4 de março.
Depois de firmar um “contrato de governo”, a coalizão sugeriu para o cargo de primeiro-ministro o nome do jurista Giuseppe Conte. Cabe ao presidente Sergio Mattarella dizer se aceita a proposta.
Caso aceite, um governo de tons nitidamente populistas estará no poder no coração da Europa Ocidental. A Itália, sustentáculo histórico da União Europeia (UE), estará sob o comando de uma coalizão cujo objetivo velado é livrar-se dos ditames da burocracia de Bruxelas.
Nem o Brexit representa um baque tão grande para a UE, pois os britânicos jamais estiveram tão comprometidos com o projeto europeu quanto os italianos. É improvável que a Itália adote a ruptura como o Reino Unido. Mas fará pressão, dentro da UE, por reformas que enfraquecerão seu projeto expansionista.
A crise de 2008 levou a Itália à beira do colapso financeiro e favoreceu o crescimento do populismo. O M5E sempre se definiu como movimento "fora da política" tradicional. Até agora, se recusara a entrar em qualquer coalizão. Surgido a partir do blog do comediante Beppe Grillo como reação à corrupção, converteu-se numa agremiação contrária às “elites”, bancos, grandes corporações e organismos internacionais.
A radicalização do discurso e a estratégia compacta e exclusivista fez do M5E o maior partido do país nas últimas eleições, apesar da tentativa parlamentar de sufocar sua representação por meio da reforma política conhecida como Rosatellum, no final do ano passado.
A Liga deriva da Liga Norte, movimento separatista de Umberto Bossi nos anos 1990. Sob a liderança de Matteo Salvini, abandonou a pretensão de dividir a Itália e adotou os cânones da extrema-direita europeia, um programa contra imigração, contra UE e contra o “globalismo”. É, na Itália, o partido que mais se aproxima da Frente Nacional francesa e do Alternativa para a Alemanha (AfD).
A decadência de partidos tradicionais, como o Força Itália, do ex-premiê Silvio Berlusconi, atraiu o eleitor conservador para o discurso nacionalista e populista da Liga. Berlusconi precisou autorizar a ruptura da coalizão entre Liga e Força Itália, vencedora da eleição em março, para que Salvini pudesse negociar o novo governo com Luigi Di Maio, líder do M5E.
Os eleitores dos dois partidos têm expectativas divergentes. O "contrato de governo" estipula medidas que tentam agradar esquerda e direita – e podem desagradar ambas. Estipula um seguro desemprego de € 780 mensais e garantias a aposentados. Pretende destinar € 5 bllhões para financiar a Previdência e cria uma regra de aposentadoria que soma tempo de contribuição e idade (semelhante à reforma do governo Dilma).
Na área tributária, muda as regras do imposto de renda, com a adoção de duas alíquotas únicas. Quer alterar o cálculo da dívida pública para excluir investimentos da conta – e aposta no déficit para aumentar o PIB. Pretende salvar a Alitalia e defende um plano estratégico de transportes que “não pode prescindir de um vetor nacional competitivo”.
Prevê a abertura de centros para expulsão de imigrantes irregulares e a renegociação com a UE das políticas migratórias (pela regra atual, o país de chegada é responsável pelo custo de absorção do imigrante). Pretende endurecer a legislação penal tanto em casos de corrupção quanto em crimes graves, com a adoção da “legítima defesa domiciliar” e reforma na lei de prescrições.
No campo internacional, prevê o fim das sanções à Rússia de Vladimir Putin, visto como “parceiro econômico e comercial”. Fala em rediscutir os tratados da UE e em reforçar os poderes do Parlamento europeu, em Estrasburgo, sobre a burocracia da Comissão Europeia, em Bruxelas.
As medidas mais divisivas no contrato – como as relativas à UE e impostos – estarão sujeitas à aprovação de Di Maio ou Salvini. Não são poucos os focos de divergência que poderão provocar crises no novo governo, como ficou claro na escolha do nome para liderar o novo gabinete.
Conte, apesar do trabalho relevante como acadêmico e advogado, é um virtual desconhecido, sem nenhuma expressão política. Próximo de Di Maio, diz que “tradicionalmente seu coração sempre bateu à esquerda”.
A maior preocupação de Mattarella com o novo gabinete não será o nome do primeiro-ministro, mas o provável indicado para o ministério da Economia, Paolo Savona. Embora diga ser favorável à permanência da Itália na UE, é considerado um dos economistas italianos mais eurocéticos. O risco é criar uma fissura no núcleo do bloco (França, Alemanha, Itália, Bélgica e Holanda).
Mattarella sempre foi leal a Bruxelas. Está diante de um dilema. Ao aceitar a formação do novo governo Liga-M5E, seu país entrará numa rota de afastamento da UE, que ele sempre preferiu evitar.
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