domingo, 13 de maio de 2018

‘Mães de UTI’ falam sobre momentos de dor e superação vividos ao lado de filhos prematuros em hospital no AM

ORDEM E PROGRESSO .

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‘Mães de UTI’ falam sobre momentos de dor e superação vividos ao lado de filhos prematuros em hospital no AM

Mulheres passam até três meses em maternidades ajudando da recuperação dos filhos.

Por Adneison Severiano, G1 AM
 
O olhar de uma mãe ao ver o filho recém-nascido em uma incubadora é de preocupação. A angústia de mulheres que passam por isso se transforma em exemplos de força, amor e superação. O laço de mãe e filho, que iniciou ainda na barriga, se torna evidente nas Unidades de Terapia Intensivas Neonatais.
Médicos e “Mães de UTI” - como são chamadas as genitoras dos bebês prematuros - dizem que o carinho é um remédio que estimula o desenvolvimento e ajuda na recuperação das crianças nos hospitais.
Aos 20 anos, a dona de casa Lia Gomes deu à luz duas meninas no dia 26 de abril deste ano. A alegria e expectativa do nascimento das filhas gêmeas logo se tornou um dos momentos mais difíceis para ela. Uma das bebês morreu ainda na barriga de Lia, que estava com pressão arterial alta e com começo de eclâmpsia, durante o parto de emergência.
Em meio as lágrimas, a jovem lembrou que precisou se erguer rapidamente do baque de saber da morte de uma das gêmeas e acompanhar a luta pela vida da pequena Vitória. A menina nasceu no sétimo mês de gestação com apenas 350 gramas e permanece internada na Maternidade Dona Nazira Daou, na Zona Norte de Manaus.
Ainda sem poder tocá-la, Lia aguarda ansiosa o momento de colocar nos braços a filha e poder amamentar Vitória.
“Assim que a Vitória nasceu foi diretora para incubadora e cinco dias depois que a vi pela primeira vez. Estou muito ansiosa e muito triste porque recebi a notícia que barriguinha dela está inchada. Deus vai fazer um milagre na minha vida e vou conseguir sair com minha filha nos braços”, disse emocionada a mãe de Vitória.
A angústia do nascimento prematuro e a permanência prolongada de até três meses na maternidade exigem ainda mais das “Mães de UTI”.
Passar pela primeira vez o Dia das Mães em uma UTI e longe do primeiro filho Eduardo, de dois anos, será uma das experiências mais difíceis que Lia Gomes enfrentará.
“Eu confio em Deus. Deus é o médico dos médicos. Precisamos confiar nele e ter fé”, afirmou a dona de casa.

Reações e cuidados

A maioria das mães pensa em amamentar e poder cuidar do filho logo após o parto. A permanência da criança em uma UTI é algo oposto ao que é esperado e gera reações diferentes.
De acordo com os profissionais de saúde, o primeiro impacto, às vezes, é de negação, mas com tempo as mães dos bebês prematuros entram na fase de reconhecimento da gravidade. Daí a importância dos cuidados com saúde dos prematuros e das mães que passam por esse momento superdelicado.
“Temos todo um acompanhamento com as mães, tanto psicológico quanto de acolhimento mesmo no sentido de diminuir esse trauma que você ter um bebê de UTI. O nascimento é um acontecimento envolta de algo muito alegre. A gente nunca imagina que vai acontecer o pior. Acha que vai nascer, vai ficar bem e é um acontecimento familiar. Quando gente tem resposta de quando aquilo não saiu como esperávamos primeiro vem o choque”, explicou a médica pediatra Dorothea Serra Aragão, que é uma das especialistas responsáveis pela UTI neonatal da Maternidade Nazira Daou.

Amor que cura

O dia 2 de maio de 2018 ficará marcado para sempre na vida Luciléia Fidalgo. Nessa data, nasceu o quarto filho da dona de casa de 30 anos, que desde primeiro mês de gestação sofreu com pressão alta. Com 34 semanas, Pedro nasceu prematuro e com 1.540 kg. O baixo peso levou o bebê para UTI neonatal.
“Foi angustiante porque a gente planeja para que nasça saudável, com 39 ou 40 semanas. Uma sensação de medo e de perdê-lo quando recebi a notícia que ele iria para UTI”, contou Luciléia.
Durante período de internação dos filhos prematuros, as mães também permanecem na Maternidade Nazira Daou. As mães ficam em um albergue dentro da unidade hospitalar para acompanhar o desenvolvimento do bebê e auxiliar na recuperação. A estrutura foi inaugurada em 2014.
Diariamente, as mães dos bebês visitam os filhos e em alguns casos podem amamentá-los. O contato pele a pele entre mãe e bebê tem sido um dos principais remédios para que as crianças ganhem peso e força para deixar a maternidade. Esse tipo de acolhimento humanizado integra o método Canguru.
“Constantemente venho visitar o meu filho. Queria estar com todos meus filhos juntos, mas o importante agora é cuidar do Pedro. Não importa o tempo que seja necessário, mas quero sair daqui tranquila com meu filho saudável”, disse Lucineia, ao lado da incubadora com pequeno Pedro nos braços.
A médica pediatra Dorothea Aragão afirmou que esse contato frequente da mãe e do bebê minimiza o período difícil da internação.
“É pior para mãe ter que deixar o hospital e o bebê ficar na UTI. É primordial esse contato. A mãe em contato com bebês tem produção melhor de leite, ordenha o próprio leite e consegue ter demanda de leite materno que o bebê precisa”, destacou a pediatra.

Mãe e pediatra de prematuros

Há dois anos a médica pediatra Dorothea Aragão vivenciou o outro da UTI neonatal. O filho da médica nasceu prematuro e ficou 30 dias internado na Unidade Terapia Intensiva.
Nem mesmo a experiência de mais uma década dedicada a pediatria e os anos de atuação no acompanhamento dos bebês prematuros foram capazes de amenizar as aflições de mãe do Artur.
“Eu estava nessa mesma situação há dois anos. O Artur nasceu com 1.800 kg e eu fiquei 30 dias no hospital com meu filho. Nesse momento tentei me desligar do papel de médica porque sabia de cada procedimento e dos riscos. Passar por essa experiência possibilitou entender melhor o que passa na cabeça da mãe de bebê prematuro e as angústias”, afirmou a médica.

Maternidade

A Maternidade Nazira Daou foi criada há quase 16 anos. Atualmente, a unidade pública do estado dispõe de número de leitos para atendimentos de bebês prematuros: quatro leitos UTIN (para bebês prematuros extremos e casos mais graves), três leitos de Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais (UCINCO) e seis leitos de Unidade de Cuidados Intermediário Neonatal Canguru (UCINCa). Os prematuros extremos, que são bebês abaixo de um quilo, chegam a ficar internados nas três etapas de acolhimento neonatal até três meses.
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