sábado, 14 de abril de 2018

Colecionador de caminhões 'viciado' em Fenemê já perdeu a conta de quantos tem

ORDEM E PROGRESSO .
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ACORDA BRASIL MUDA .
ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS .

Marco Antonio Marques .
Bom dia amigos .

Estamos começando de 2018  com esperanças renovadas .
Amigos intendam por favor o que eu estou oferecendo a todos os países .
Ideias inovadoras e sustentáveis para os setor elétrico mundial sem precisar de represas para gerar muita energia elétrica com total preservação do meio ambiente com zero impacto ambiental basta ter um pouco de água .
Marco Marques .
Tudo esta errado no Brasil , até quando fala Brasil .
 ORDEM E PROGRESSO E PATRIOTISMO E O QUE NOS FALTA

Fonte de informação .

G1 globo.com

AUTO esporte

CAMINHÕES

Colecionador de caminhões 'viciado' em Fenemê já perdeu a conta de quantos tem

Paixão de Oswaldo Strada são veículos dos anos 50 e 60 da FNM, apelidados de Fenemê. Ele usa de mais de um galpão para guardar e restaurar suas 'joias', que podem custar até R$ 450 mil.

Por Rafael Miotto e Fábio Tito, G1, Pilar do Sul (SP)
 
Viciado em Fenemês perde a conta de quantos caminhões tem
Certas pessoas colecionam figurinhas, bonecos, sapatos... e alguns, mais extravagantes, podem ter uma garagem repleta de carros. Mas a escolha do empresário Osvaldo Strada, de 61 anos, foi um pouco além: ele é dono de mais de 30 caminhões, em sua maioria da extinta montadora brasileira FNM (Fábrica Nacional de Motores), conhecida como Fenemê.
É importante ressaltar o “mais de 30 caminhões” porque nem mesmo o dono sabe quantos são.
“Eu precisaria contar. Alguns estão aqui e outros em outros lugares. A verdade é que se torna algo realmente compulsivo”, diz.
Filho de caminhoneiro, Strada - sim, este é o sobrenome dele- é analista de sistemas aposentado e diz que está tentando se livrar do "vício".
“Minha filha quis me internar. Eu me curei, eu já prometi em casa”, garante.
A metodologia desenvolvida para a cura, segundo ele, é não vai comprar mais nenhum caminhão antes que termine de restaurar os que já tem. São 15 já totalmente restaurados e mais 10 na fila para a renovação.
E quando foi a última peça, Seu Osvaldo? “Faz um mês e meio”, explica o colecionador.

Quanto vale?

Não há como chegar ao valor específico de cada Fenemê da coleção, mas é possível ter uma ideia. Algumas unidades foram utilizadas na construção de Brasília, inaugurada em 1960, e compradas por cerca de R$ 4,5 mil em leilão.
Mas os gastos para deixar os modelos impecáveis fazem a valor subir bastante, diz o colecionador.
“Não gastei menos de R$ 200 mil em nenhum caminhão restaurado aqui.”
Produzidos nas décadas de 50 e 60, muitos dos caminhões que ele tem precisaram passar por uma restauração completa.
“Por exemplo, um caminhão muito parecido com o Fenemê 55 que tenho aqui foi vendido por R$ 450 mil”, explica o colecionador, que diz receber muitas propostas, mas não vende de jeito nenhuma de suas “joias”.

A coleção

Tudo começou no ano 2000, quando Osvaldo comprou um Fenemê prata. “Eu comprei meu primeiro caminhão para passear, foi até engraçado. Fui comprar um carro novo e achei muito caro. Falei para o vendedor que por aquele preço comprava um caminhão. Então ele me 'disse compre então'. Eu fui e comprei mesmo”, diz Osvaldo.
Mas a paixão pelos pesados vinha desde a infância e foi inspirada em seu pai Orlando Strada.
“Meu pai era caminhoneiro, mas nunca deixou eu comprar um caminhão. Então despois que ele morreu, comprei o meu primeiro”, conta o colecionador.
Com o tempo, a coleção foi crescendo e Osvaldo focou nos Fenemês, da antiga Fábrica Nacional de Motores, também por ser o caminhão que seu pai utilizava. Mas para guardar e restaurar tantos caminhões, ele precisou criar a própria oficina.
Em Pilar do Sul, no interior de São Paulo, ele conta com equipe de funileiro, mecânico e o gerente-geral do projeto, Adalberto Texeira.
“Eu não sabia nada quando comecei, e aprendi tudo sobre o processo de restauração aqui”, explica Adalberto Teixeira, responsável pela restauração dos caminhões.

Qual é o maior clássico das estradas brasileiras?

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História da FNM

Criada durante a 2ª Guerra Mundial, a Fabrica Nacional de Motores, como o próprio nome indica, era especializada em fazer motores e ficava em Xerém, no Rio de Janeiro.
Depois do fim do conflito, a FNM começou a fazer caminhões com mecânica Alfa Romeo e chassis e cabine brasileiros. Os Fenemês diviram as estradas com outros caminhões clássicos, como o Scania "Jacaré" e o "Muriçoca".
Sem muita evolução técnica com o passar do tempo, a empresa vendida para a Fiat em 1977, que acabou encerrando a produção dos Fenemês.
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