terça-feira, 9 de maio de 2017

Pesquisadora da USP cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

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Pesquisadora da USP cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Pesquisadora da USP cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria
plástico se tornou um dos principais problemas ambientais deste século. Estima-se que oito milhões de toneladas dele são jogadas nos oceanos por ano, e que aproximadamente 5,2 trilhões de fragmentos deste material estejam boiando ou depositados no fundo do mar, contaminando a água e matando animais, que os confundem com alimentos.
A produção global de plástico cresce assustadoramente a cada ano. Em 1964, foram 15 milhões de toneladas fabricadas. Em 2015, este número pulou para 322 milhões de toneladas.
Pesquisadores do mundo inteiro têm se debruçado sobre novas tecnologias para reciclar este material sintético ou produzi-lo de maneira mais sustentável. No Brasil, o Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP anunciou o desenvolvimento de um filme plástico biodegradável, feito de material biológico – mais precisamente matrizes de amido presentes em resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum . O novo produto, com tecnologia 100% nacional, se degrada no meio ambiente em no máximo 120 dias.
A notícia foi divulgada em primeira mão nesta reportagem do Jornal da USP.
Para a química Bianca Chieregato Maniglia, que desenvolveu a inovação, como parte de sua tese de mestrado e doutorado, o fato do plástico biodegradável ser totalmente produzido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença, pois assim, é possível reciclar resíduos e utilizar uma fonte renovável para sua elaboração. Quando jogado fora, o plástico brasileiro, entra em decomposição graças à ação de outros agentes biológicos – bactérias, fungos e algas – e se transforma em água, CO2 e matéria orgânica.
“Além disso, ele é uma matéria-prima barata, que não compete com o mercado alimentício e ainda contém composição interessante com a presença de ativos antioxidantes”, afirma Bianca.
A pesquisadora da USP revela que ainda será necessário um tempo maior para que o filme plástico chegue ao mercado e seja usado como alternativa ao que usamos atualmente, principalmente aqueles para acondicionar alimentos.
“Apesar dos resultados que obtivemos serem bastante satisfatórios, os filmes apresentam alta biodegradabilidade, portanto se degradam ainda muito rápido para serem aplicados no mercado. Outro fato que devemos trabalhar também é a alta capacidade destes plásticos em absorverem umidade, criando um ambiente favorável para a maior proliferação de micro-organismos, prejudicando a conservação dos alimentos”, explicou Bianca ao Conexão Planeta. “Minha intenção agora é trabalhar com a produção de um plástico que pode se inserir mais rápido no mercado, que são as blendas (misturas) de polímeros biodegradáveis (resíduo de babaçu) com polímero não biodegradáveis (polipropileno: usado para produzir o plástico comum). Assim teremos o aproveitamento de um resíduo agroindustrial como uma fonte alternativa renovável para compor embalagens e também reduziremos a porcentagem de fontes sintéticas, agregando a biodegradabilidade”.
O plástico que utilizamos em nosso dia a dia é produzido com substâncias derivadas do petróleo e por isso, leva até 500 anos para se decompor na natureza.
Já existem outros tipos de produtos biodegradáveis comercializados, feitos também de resíduos naturais, como milho, mandioca, beterraba e cana-de-açúcar, mas com custo bem elevado. Todavia, Bianca salienta que estas fontes servem como matérias-primas para produzir um composto (ácido láctico) do qual se pode sintetizar o polímero (PLA – ácido polilático).
“Devido ao fato destes plásticos não serem produzidos com polímeros naturais, como proteína e carboidratos, por exemplo, o material apresenta estrutura mais complexa e só se biodegrada corretamente em usinas de compostagem, onde há condições adequadas de luz, umidade e temperatura, além da quantidade correta de microrganismos”.
Estamos torcendo agora para que as pesquisas finais mostrem excelentes resultados e possamos ver o plástico produzido pela pesquisadora da USP nas lojas e supermercados brasileiros!
Foto: Divulgação/FFCLRP
Jornalista, já passou por rádio, TV, revista e internet. Foi editora de jornalismo da Rede Globo, em Curitiba, onde trabalhou durante seis anos. Entre 2007 e 2011, morou em Zurique, na Suíça, de onde colaborou para diversas publicações brasileiras, entre elas, Exame, Claudia, Elle, Info, Superinteressante e Planeta Sustentável. Desde 2008 , escreve sobre temas como mudanças climáticas, energias renováveis e meio ambiente. Atualmente vive em Londres.

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