terça-feira, 27 de setembro de 2016

Promotoria pede cassação da chapa de Doria e punição a Alckmin

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27/09/2016 08h51 - Atualizado em 27/09/2016 08h51

Promotoria pede cassação da chapa de Doria e punição a Alckmin

Ação também acusa Alckmin de ter usado máquina pública a favor de Doria.
Campanha disse que não foi notificada e que está tudo na 'legalidade'.

Cíntia AcayabaDo G1 São Paulo
O Ministério Público pediu à Justiça Eleitoral a cassação do registro da candidatura de João Doria (PSDB) à Prefeitura de São Paulo por abuso de poder político.
A ação do promotor José Carlos Bonilha, responsável pelas eleições na capital, também acusa o governador Geraldo Alckmin (PSDB) de ter usado a máquina estadual a favor de Doria, seu afilhado político, ao destinar uma secretaria de seu governo a integrante de partido que compôs sua chapa.  
Após o PP apoiar Doria, Alckmin exonerou a secretária do Meio Ambiente, Patrícia Iglecias, e nomeou um integrante do partido para o cargo. Ricardo Salles, do PP e do movimento Endireita Brasil, tomou posse em julho. Ele também foi secretário particular de Alckmin.
"A nomeação ocorreu em barganha política. O PP ofertou tempo para a Coligação Acelera SP [de Doria], e, em troca, recebeu a secretaria de estado. Isso a lei não permite porque há desvio de finalidade. Usa-se a secretaria de estado como 'moeda' de troca", disse o promotor.
A campanha de Doria informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que "ainda não foi notificada, mas que fará a defesa na certeza de que não cometeu ilegalidade". Procurado, o governo de São Paulo ainda não se posicionou.
No dia 7 de julho, Doria, anunciou o apoio do PP à sua campanha. Na ocasião, o Partido Progressista disse que esperava assumir uma secretaria no governo Alckmin.
O PP foi o sexto partido a entrar na coligação que sustenta Doria. O tucano tem apoio também do PV, PSB, PHS, PMB, PPS e DEM. Com os oito partidos, Doria diz que deve acumular mais de 20 minutos no programa eleitoral.
Como o G1 informou em 18 de julho, quando o nome de Salles ainda estava sendo aventado, a Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA) divulgou uma carta de repúdio a suposta “utilização da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo como moeda de troca por apoios políticos para a campanha eleitoral municipal deste ano”.
"Vai sair uma técnica da área que é a Patricia Iglecias para entrar o Ricardo Salles que é um dos líderes do Endireita Brasil.Muitos bons projetos podem ser paralisados por causa dessa barganha política, entre eles, o Programa Nascentes e a implantação do PRA - Programa de Regularização Ambiental", diz a Rede composta por mais de 250 ONGs.
Na ocasião da coligação, o presidente estadual do PP, Guilherme Mussi, disse que a aliança com o PSDB é programática e seu apoio ao governador Alckmin ocorre desde 2015, não só para as eleições desse ano, mas também para 2018.  "Eu venho conversando com o governo do estado desde que eu assumi a presidência do partido em 2015. Uma entrada oficial do partido com compromisso não só para 2016, mas também para 2018."
Mussi falou sobre a expectativa de o partido assumir um cargo no governo estadual. "Achamos que era o momento de integrar o governo do estado e declarar o apoio ao João. Tem se falado de alguns espaços: secretaria da Agricultura, secretaria do Meio Ambiente. Eu sempre deixei à disposição o nome do Ricardo Salles, que inclusive é ex-secretário particular do governador. Isso é mais uma demonstração de que não está sendo nada imposto", afirmou.
Na ocasião, Doria negou o suposto uso da máquina: "São circunstâncias. Ao compor forças políticas com objetivo determinado de administrar a maior cidade do país, isso faz parte. Só haveria prejuízo se fossem acordos espúrios", disse.
Também à época da troca de secretários, o governo de São Paulo informou em nota "que não existe qualquer relação entre a administração pública e a lógica eleitoral. A escolha de secretários - filiados ou não a partidos, participantes ou não de entidades de classe ou demais organizações da sociedade civil - obedece única e exclusivamente a critérios técnicos voltados ao interesse público."

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