terça-feira, 18 de abril de 2017

Delações mostram que Odebrecht apelou a Dilma temendo Lava Jato

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Edição do dia 17/04/2017
17/04/2017 21h27 - Atualizado em 17/04/2017 21h27

Delações mostram que Odebrecht apelou a Dilma temendo Lava Jato

Segundo delator, Marcelo queria alertar Dilma sobre doações de 2014.
Delator mostrou que Marcelo escreveu em seu celular: 'Ela cai, eu caio', 

As delações mostram que a Odebrecht apelou para a então presidente Dilma Rousseff em vários momentos, com medo do avanço da Operação Lava Jato, e que, nesses contatos, ela teria sido informada sobre doações via caixa dois.
O delator João Nogueira, ex-executivo da Odebrecht, disse que Marcelo Odebrecht estava preocupado com os negócios da empresa por causa da operação Lava Jato. Em dezembro de 2014, dois meses após a reeleição de Dilma, Marcelo pediu a ele que marcasse uma reunião com Fernando Pimentel, que tinha acabado de se eleger governador de Minas Gerais pelo PT, e era um dos aliados mais próximos da ex-presidente.
João Nogueira: Você teria como sondar o ministro Pimentel a respeito de alguma eventual reação do governo? O que o governo pensa disso? Peguei um avião, fui a Belo Horizonte e o ministro me recebeu na casa dele. Sozinho de noite. E o ministro me disse que não sabia, estava chegando de viagem, mas que iria de fato sondar o governo, e que ele entendia que alguma ação deveria ser feita em função da escalada da crise, ele entendia a gravidade do cenário.
Entre os documentos entregues por João Nogueira no acordo da delação está uma anotação do celular de Marcelo Odebrecht, em que ele, Marcelo, escreveu: “Ela cai, eu caio”.
Nogueira: Marcelo estava sendo muito motivado pela sobrevivência, pelo instinto de autopreservação e pela sobrevivência, que não era só dele, era do governo também. Então, existia um interesse mútuo ali, existia uma emergência mútua. 

Além da preocupação com o impacto da Lava Jato, João Nogueira disse que Marcelo Odebrecht queria fazer chegar até a presidente Dilma documentos que comprovariam doações que foram feitas por meio de caixa dois.
João Nogueira: Essa mensagem, eu entendi, era a comprovação, por meio de documentos, de que contribuições com recursos não contabilizados tinham sido de fato realizados na campanha dela. Como nada tinha sido feito até então, e o cenário de crise era cada vez mais dramático, a escalada da crise era cada vez mais dramática, entendi que o Marcelo foi lá demonstrar ao Pimentel que tinha havido de fato contribuições com recursos não contabilizados da campanha dela, a presidente. Para que ele, ministro, pudesse conversar com ela. Mostrar documentos que, de alguma forma, implicavam o governo federal na crise.

Foram vários encontros com Fernando Pimentel, segundo João Nogueira. No fim de dezembro, em Belo Horizonte, ele cobrou do governador um retorno, e Pimentel teria dito que mostrou mensagens e documentos a Dilma, num encontro com a presidente no Palácio da Alvorada.
Nogueira: Perguntei a ele como ela reagiu. Ele disse que ela ficou preocupada. Ficou preocupada porque teria percebido que não estava blindada.
No depoimento de Marcelo Odebrecht na delação premiada, ele disse que se encontrou com a presidente Dilma, na mesma época. Diante da crise que a empresa enfrentava, por causa da Lava Lato, ele pediu à presidente que indicasse um nome do governo que atuasse a favor da empresa.
Foi quando surgiu o nome do então ministro da Casa Civil, Aloízio Mercadante, do PT, que também ocupou o Ministério da Educação.
Marcelo Odebrecht: Numa reunião que eu tive com a presidente, eu falei que esse assunto Lava Jato está criando várias dificuldades, inclusive quem pode ser nosso interlocutor junto ao governo para todo esse tema; os empréstimos travados, Petrobras com vários problemas, e ela disse: “Fale com o Mercadante”.
No fim de dezembro, a Petrobras bloqueou negócios com empresas citadas na Lava Jato, o que trouxe mais preocupação a Marcelo Odebrecht, como mostra um documento, encaminhado ao assessor do ministro Mercadante, com um pedido de apoio.
A ex-presidente Dilma Rousseff disse que Marcelo Odebrecht faltou com a verdade no depoimento, e que é mentira que ela tivesse conhecimento de qualquer situação ilegal envolvendo a Odebrecht, integrantes do governo ou pessoas que tenham atuado na campanha. Dilma Rousseff disse ainda que espera que as investigações transcorram com imparcialidade e transparência.
A defesa do governador de Minas, Fernando Pimentel, disse que o delator não apresentou nada concreto sobre as denúncias. Disse ainda que Pimentel sempre teve consciência da impossibilidade de qualquer interferência política na Lava Jato e que sempre se comportou reconhecendo a independência do juiz Sérgio Moro e do Ministério Público, e que nunca houve qualquer relato em contrário.

O ex-ministro Aloizio Mercadante disse que nunca recebeu delegação da ex-presidente Dilma para tratar de assuntos referentes à Lava Jato, nem jamais intercedeu junto a qualquer órgão ou autoridade sobre a operação. Mercadante afirma que só tratou de temas econômicos na reunião que teve com Marcelo Odebrecht.
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