sábado, 25 de junho de 2016

Associação da PF faz nota de repúdio sobre ameaça a delegado em áudio

PROJETOS EAS GERAÇÃO DE ENERGIA AUTO SUSTENTÁVEL .
Tudo esta parado por falta de recursos financeiro esta aberto para investidores para todos os países  ... Com os Projetos EAS e possível evoluir sem destruir .

ACORDA BRASIL MUDA .

ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS .
Resultado de imagem para bandeira do brasil
                                                                                     
ORDEM E PROGRESSO .

BRASIL NO SEU DIA A DIA .

Com os Projetos EAS e possível evoluir sem destruir o meio ambiente .

Compartilhando com todos os amigos .

FONTE DE INFORMAÇÃO .

G1 globo.com

Espírito Santo

DESASTRE AMBIENTAL NO RIO DOCE



24/06/2016 19h20 - Atualizado em 24/06/2016 19h27

Associação da PF faz nota de repúdio sobre ameaça a delegado em áudio

Áudio integra investigação da polícia sobre rompimento da barragem.
Delegado federal Roger Lima conduziu as investigações sobre o desastre.

Bruno DalviDo G1 ES
A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota de repúdio nesta sexta-feira (24) por causa das críticas e ameaças feitas ao delegado federal Roger Lima - que conduziu as investigações sobre o desastre ambiental em Mariana -, por parte de funcionários da Vog BR, empresa que avaliava a estrutura da barragem de Fundão.

As conversas estão em gravações que compõem o inquérito da Polícia Federal sobre o rompimento da barragem de Fundão, que pertence a Samarco, em Mariana, Minas Gerais.
As interceptações telefônicas foram autorizadas pela Justiça e divulgadas com exclusividade pela TV Gazeta. Em uma das conversas, gravada em 15 de janeiro de 2016, dois funcionários da Vog BR criticam e até ameaçam o delegado federal Roger Lima, que conduziu as investigações sobre o acidente. Ouça o áudio:
Pimenta, que eles citam na gravação, é Joaquim Pimenta de Ávila. Ele foi projetista da barragem de Fundão, consultor da Samarco e também funcionário da Vog BR.
Em outra gravação, feita no dia 14 de janeiro deste ano, dois funcionários da empresa a Vog BR fazem novas críticas ao delegado e falam da confiança que têm no Ministério Público. Ouça:
Na nota da Associação, os delegados federais dizem que repudiam qualquer tipo de tentativa de interferência no trabalho de investigação da Polícia Federal e que não se intimidarão diante de ameaças de qualquer natureza.

"Trata-se de fato grave e que exige uma profunda apuração e responsabilização. Os Delegados Federais repudiam qualquer tipo de tentativa de interferência no trabalho de investigação da Polícia Federal e tampouco se intimidarão diante de ameaças de qualquer natureza", diz a nota.
O inquérito policial sobre a tragédia de Mariana foi concluído no início deste mês de junho. Ao todo, a PF indiciou, por crimes ambientais e danos contra o patrimônio histórico e cultural, oito pessoas e três empresas, inclusive a VogBR, que foi responsável pela avaliação de estabilidade da barragem.
A VogBR não se manifestou sobre as conversas de seus funcionários.
Confira a nota na íntegra:
A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) vem a público repudiar as ofensas e ameaças proferidas contra o Delegado Federal Dr Roger Lima de Moura, que presidiu a investigação do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, na região central de Minas Gerais.
Em gravações telefônicas, reveladas pela imprensa, teriam sido proferidas agressões verbais e até ameaças à integridade física do Dr Roger por parte de pelo menos quatro funcionários da empresa que avaliava a estrutura da barragem. Os áudios, registrados em janeiro deste ano, fariam parte do inquérito da Polícia Federal (PF) sobre o rompimento da barragem.
Trata-se de fato grave e que exige uma profunda apuração e responsabilização.
Os Delegados Federais repudiam qualquer tipo de tentativa de interferência no trabalho de investigação da Polícia Federal e tampouco se intimidarão diante de ameaças de qualquer natureza.
A ADPF confia na lisura da investigação conduzida pelo Dr Roger, que sempre demonstrou comportamento exemplar na condução do inquérito sobre o desastre em Mariana. A investigação criminal realizada pela Polícia Federal é isenta e imparcial, uma vez que é conduzida por autoridade independente das partes da lide processual, apurando os fatos e indícios de autoria, a fim de se obter a verdade real e o interesse público.
Cabe ressaltar, por fim, que o inquérito policial sobre a tragédia de Mariana foi concluído no início deste mês. Ao todo, a PF indiciou, por crimes ambientais e danos contra o patrimônio histórico e cultural, oito pessoas e três empresas, inclusive a responsável pela avaliação de estabilidade da barragem.
Investigações
De acordo com as investigações, os diretores da Samarco sabiam dos riscos de a barragem romper. E falavam sobre isso em e-mails e no sistema de comunicação interno da empresa.

Nas mensagens, diretores comentam sobre trincas na estrutura. E que se houvesse uma ruptura a comunidade de Bento Rodrigues poderia ser atingida. Tudo isso está no inquérito que a TV Gazeta obteve com exclusividade e já foi encaminhado para o Ministério Público. A barragem rompeu em novembro do ano passado, 19 pessoas morreram.
Citados
A Samarco, a acionista Vale e a Vog BR foram indiciadas por crimes ambientais e danos contra o patrimônio histórico e cultural. A Samarco nega que tivesse conhecimento prévio do risco de ruptura da barragem de Fundão.A Vog BR foi procurada, mas até agora não se manifestou sobre a conversa de seus funcionários. Joaquim Pimenta de Ávila não foi localizado.
Fotógrafo registra imagens dos impactos da lama da Samarco no Rio Doce (Foto: Leonardo Merçon/ Últimos Refúgios)Fotógrafo registra imagens dos impactos da lama da Samarco no Rio Doce (Foto: Leonardo Merçon/ Últimos Refúgios)
tópicos:


Nenhum comentário:

Postar um comentário